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O estado atual da Logística por Paulo Ferreira - CEO da Multicargo

Publicado por: Paulo Ferreira em 19/mai/2017 15:00:00

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Iniciou a sua atividade na indústria dos transportes e logística há mais de 25 anos, na Unicordas, onde foi desenvolvendo várias competências no âmbito da exportação marítima e assumindo progressivamente mais responsabilidades. 

Em 1998, iniciou uma nova etapa profissional, como empresário, fundando uma empresa transitária com três colegas, a Justlog. Esse projeto em que esteve envolvido durante 12 anos, deu-lhe a bagagem empresarial necessária para se ter lançar individualmente num novo projeto.
Assim, criou em 2010 a Multicargo, com o apoio da equipa de colaboradores com quem já trabalhava, tendo como principal atividade o transporte marítimo de mercadorias, mas com o objetivo de oferecer um serviço mais personalizado e direcionado às necessidades dos seus clientes.

Hoje em dia, o CEO da Multicargo é amplamente reconhecido no setor, pelo seu profissionalismo e extensas relações internacionais, trabalhando com uma vasta rede de agentes em todos os continentes.

Para além do profissional, existe o homem amante do desporto rei e praticante de Ciclismo e de Yoga. A leitura é uma atividade que cada vez mais lhe “tira o sono”. Atualmente tem na sua mesa de cabeceira dois livros: “O Advogado Mafioso” o mais recente livro de John Grisham e “O Caso Rembrandt”, um livro de ficção sobre espionagem, do escritor norte americano Daniel Silva.

Pedimos-lhe a sua opinião sobre o estado atual da Logística:

“A Logística ganhou nos últimos anos uma importância crescente na estrutura do sistema socioeconómico mundial, mais concretamente na produção e distribuição de bens, fruto da busca contínua por níveis de eficácia e eficiência cada vez mais elevados e do esbatimento progressivo das barreiras protecionistas à circulação das mercadorias. A deslocalização de unidades de produção completas, ou partes, para regiões com custo de mão-de-obra mais baixo, tem provocado um aumento significativo do fluxo de matérias-primas para essas regiões, bem como do produto final dessas regiões para os tradicionais mercados de consumo. Esta realidade abriu outras oportunidades aos transportes de mercadorias, normalmente designados por “Cross Trading”.

O sucesso das empresas que apostam numa competitividade global tem por base a transparência e a simplificação de várias processos transversais à produção, à logística e aos transportes. Um dos processos mais importantes, e que merece ser bem estudado, é o processo de transportes e logística, pois por vezes pode ser a fronteira entre o sucesso e o insucesso dessas empresas.

No atual panorama internacional, depois de anos e anos em que os modelos de previsão económica se sobrepuseram a tudo e a todos, deparamo-nos com uma alteração de paradigma em que a retórica política começa a dominar. São exemplos disso, o Brexit, a retirada da participação norte-americana do Tratado Transpacífico e a nova abordagem das relações dos EUA com a China.

É especialmente neste relacionamento entre os EUA e a China, que se encontram as maiores incertezas relativamente ao comércio internacional e às cadeias logísticas que lhe estão associadas. Ciente do aumento da importância da China, no quadro da crescente liberalização do comércio mundial, o presidente norte-americano pretende dar um novo fôlego ao setor industrial, nomeadamente através do aumento da tributação fiscal à importação de bens produzidos em solo chinês.

O impacto desta medida pode traduzir-se numa enorme redução das trocas comerciais entre os dois países, com consequências diretas para o transporte marítimo internacional, dado que a China é o segundo maior parceiro comercial dos EUA. Poderíamos juntar à China, a Europa, o México, a Austrália e alguns países africanos e muçulmanos, como exemplos de países ou comunidades económicas que também podem ver as suas relações com os EUA alterarem-se substancialmente, devido à nova política externa norte-americana.

A nível nacional, também temos visto  grandes empresas dos setores têxtil e do calçado, apostar mais na produção regional (intraeuropeia) de pequenas encomendas e em tempos de produção mais reduzidos, procurando assim diminuir os níveis de stock e criando a possibilidade de substituir com muita rapidez um produto, ou uma coleção, que não está a vender o pretendido. Se estivermos atentos às grandes marcas de vestuário, por exemplo, vimos que já não têm apenas duas coleções por ano, mas quase todos os meses podemos encontrar novos produtos nas lojas prontos a ser comercializados. Esta capacidade de adaptação da indústria e dos empresários a uma nova realidade, é certamente uma das razões mais fortes para a recuperação dos setores têxtil e do calçado.

Assim, para conseguirmos repensar a indústria nacional, é nossa missão desenvolver uma nova estratégia para as empresas, ajudando-as a ultrapassar as adversidades que as alterações mundiais nos apresentam. O realinhamento das estratégias dos vários setores da indústria nacional, estará sempre dependente de uma reestruturação das operações logísticas suportadas em novos e sólidos conhecimentos técnicos. 

Face ao elevadíssimo grau de exigência imposto à área da logística, a Multicargo pretende ser um valioso contributo para as empresas que procuram dar resposta a este e a outro tipo de desafios estratégicos. O nosso trabalho tem como base uma forte experiência profissional e uma rede internacional de agentes, muito diversificada e pronta a responder a todos os desafios propostos.”

eBook "Impacto da contratação de uma empresa de Transportes e Logística"

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Autor: Paulo Ferreira

Paulo Ferreira é o Diretor Geral e fundador da Multicargo. Um empresário com mais de 25 anos de experiência na indústria de transportes e logística. Amplamente reconhecido no setor pelo seu profissionalismo e extensas relações internacionais, tendo uma vasta rede de agentes ao seu dispor com mais de 300 escritórios em 170 países, em todos os continentes.

Tópicos: Logística