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O Futuro da TAP...

Publicado por: Multicargo em 6/jul/2020 16:24:13

O novo processo de reestruturação da TAP não vai passar pela nacionalização. Após várias semanas de incertezas finalmente o entendimento entre os acionistas e o governo foi conseguido. Um bom acordo, um mau acordo? Bom para os contribuintes, mau para os contribuintes? Só o futuro para nos trazer conclusões…

A Tap é o assunto do momento em Portugal, uma vez que ainda nada é certo e cada uma das forças partidárias assume posições bastante concretas.

Contudo quase todas as opiniões concordam que não existe uma solução “boa” para salvar a TAP, resultando na busca pela solução “menos má”. Nesta matéria o governo aponta uma reestruturação com a injeção de 55 milhões de euros, que serão aplicados para a obtenção de um total de 72.5% do capital da companhia. Este negócio levará a que a participação da Atlantic Gatway no capital da TAP passe a ser controlada apenas por um único acionista que será o português Humberto Pedrosa, fazendo com que David Neelman abandone a TAP após 5 anos de integração do painel de acionistas.

Em concordância também parece estar a ideia de que esta reestruturação provocará inevitavelmente consequências para a companhia, que desde o início da pandemia não renovou mais de mil contratos que estariam a termo, e já no primeiro trimestre apresentou saldos negativos de 395 milhões de euros. A solução, ao que tudo indica, passará inevitavelmente por uma redução de rotas, redução de aviões, e por fim redução nos recursos humanos.

Em consenso está também o “medo” de que a TAP se torne num negócio ruinoso e a companhia venha a precisar de uma nova injeção antes do fim do ano, estas injeções levantam vozes de desagrado a Norte do país que realçam que para justificar um investimento de todos os contribuintes portugueses a companhia tem também de lhes prestar algum tipo de serviço publico. Da Madeira Miguel Albuquerque, Presidente do Governo Regional da Madeira, realça que “Se vão meter dinheiro na TAP para fazer uma política igual a outra companhia qualquer, não vale a pena” Albuquerque relembrou ainda que as viagens da Madeira, a partir do Continente, eram mais caras do que para Nova Iorque, um voo intercontinental.

Em suma o salvamento da TAP é algo praticamente garantido, estando ainda a ser avaliados os últimos detalhes do negócio, sobre o qual recaem muitas contradições uma vez que se trata de uma empresa que de 10 anos apresentou prejuízo em 9.

Não havendo soluções ótimas para a TAP nós, como todos os portugueses, desejamos as melhores felicidades e sucesso à companhia.

Autor: Multicargo